No dia 1º de maio de 1994, Ayrton Senna largou na pole position do Grande Prêmio de San Marino, em Imola, na Itália. Ele tinha vencido as duas primeiras corridas da temporada e estava confiante em manter a liderança no campeonato. Ao seu lado na primeira fila estava o francês Roland Ratzenberger, piloto estreante na Fórmula 1, que corria pela equipe Simtek.

A partir daí, tudo foi mudando. Na sexta-feira anterior ao GP, Rubens Barrichello sofreu um grave acidente no treino classificatório e precisou de uma cirurgia de emergência para salvar sua vida. No sábado, Ratzenberger bateu forte na curva Villeneuve, quebrando o bico do carro e batendo com a cabeça no muro. Ele morreu quase instantaneamente, tornando-se o primeiro piloto a morrer num GP de Fórmula 1 desde Ricardo Paletti em 1982.

Senna ficou muito abalado com a morte do colega. Ele representava muito bem o esporte, mas também era um homem sensível e capaz de perceber a fragilidade da vida. Ele visitou o corpo de Ratzenberger no hospital e disse à imprensa que estava reconsiderando sua decisão de continuar na Fórmula 1.

No domingo, durante a corrida, tudo parecia normal. Senna largou bem, mas foi ultrapassado por Michael Schumacher na curva Tamburello, a mais rápida da pista. Na volta seguinte, Senna bateu forte na mesma curva, a mais de 300 km/h. O carro bateu no muro, destruiu a barreira de pneus e voltou para a pista. Senna ficou inconsciente, mas ainda respirava. Os socorristas o levaram de helicóptero para o hospital de Bologna, mas ele morreu horas depois.

As causas do acidente foram analisadas por especialistas em todo o mundo. O fato é que Senna sofreu um traumatismo craniano muito forte, que causou sua morte quase que instantaneamente. Mas o que teria causado o acidente em si? A resposta não é simples.

Há algumas teorias em voga até hoje. Uma delas diz que a suspensão dianteira do carro de Senna pode ter quebrado, fazendo com que ele perdesse o controle na curva Tamburello. Entretanto, essa teoria foi descartada em investigações posteriores.

Outra teoria é que Senna teria tido uma falha na direção hidráulica do carro. O piloto teria percebido o problema na volta anterior, quando quase bateu na mesma curva. Ele teria tentado consertar a falha, mas não conseguiu.

Por fim, há uma teoria ainda mais intrigante, que envolve a política da Fórmula 1 e interesses comerciais das equipes. Senna teria se recusado a participar da corrida depois da morte de Ratzenberger, mas foi pressionado pela direção da FIA, pela equipe Williams e pela marca Kyalami a correr. Ele teria aceitado, mas exigido que algumas medidas de segurança fossem tomadas.

Essa teoria é bastante controversa, mas muitos especialistas acreditam que ela pode explicar alguns detalhes do acidente de Senna em Imola. Independentemente da verdadeira causa do acidente, o fato é que a perda de Ayrton Senna foi uma tragédia para o esporte e para o mundo.

Dez anos depois da morte de Senna, a Fórmula 1 promoveu uma série de reformas de segurança em seus carros e pistas. Hoje, os carros são muito mais seguros do que na época de Senna, e as pistas passam por rigorosas inspeções antes de receberem os Grandes Prêmios.

Ayrton Senna deixou um legado inestimável para o esporte mundial. Ele foi um piloto excepcional, um homem de princípios e uma inspiração para milhões de pessoas em todo o mundo. Sua memória permanecerá viva para sempre, e sua morte será sempre lembrada como uma lição dolorosa de que a vida é frágil e que devemos cuidar uns dos outros.